Aprendemos no mundo dos negócios, por muito tempo, que era muito mais vantajoso pensar antes de fazer. Desde a disciplina formal dos planejamentos estratégicos, até os ciclos táticos do PDCA (Plan, Do, Check, Act), em todos os níveis das organizações, o pensar e o fazer estavam entrelaçados em ritos corporativos que nos levavam a realizar objetivos de forma mais eficaz e eficiente.
Além dessa característica interna de como realizamos, tivemos uma grande mudança externa que nos forçou a acelerar o processo de transformação de práticas. O mundo, que já vinha em uma velocidade de mudança muito alta, passou em 2020 por um grande solavanco que ainda tentamos absorver. Nesse novo contexto, o pensar e o fazer estão passando por duas mudanças cruciais de duração e de ordem.
Os ciclos de planejamento e execução estão sendo reduzidos para darmos conta das ainda mais rápidas mudanças de contexto e necessidades. Os alvos estão cada vez mais móveis e nossos sistemas de mira, e tempo de disparo, precisam ser mais rápidos para aumentarmos nossas chances de acertar o alvo. A duração do pensar e do fazer está sendo radicalmente reduzida, enquanto a sua frequência precisa, ao mesmo tempo, aumentar. Precisamos equilibrar nossa vontade de planejar, mapear, ‘planilhar’ e analisar, com o fazer, entregar, realizar e experimentar, em uma frequência maior e duração menor para cada atividade. Os ciclos precisam ser reduzidos.
Essa necessidade de redução nos conecta com a mudança da ordem. Obter dados empíricos e aprender a partir da ação não é novidade, mas estar aberto para a experimentação em algumas áreas da organização é uma grande quebra de paradigma. É necessário experimentar mais, em escopo e frequência, ainda que de forma controlada e com certo rigor científico. Experimentos controlados, testes A/B, provas de conceito e projetos-piloto podem ajudar a inverter a ordem tradicional do pensar e fazer. Fazer algo menor, parcial, rápido e conseguir obter dados e informação para planejar e aprimorar é uma nova maneira de realizar de forma mais eficaz e eficiente. Melhorar incrementalmente pode partir do fazer e assim facilitar o pensar.
Estivemos discutindo aqui dois conceitos fundamentais para a nova forma de pensar e fazer. Um é o conceito da agilidade que significa responder de forma mais interativa e incremental aos desafios que nos apresentam. Nada de ficar pensando e trabalhando demais, sem envolver o cliente alvo do seu pensamento e ação. O outro conceito é o da aprendizagem que significa modificar de forma prática seu comportamento em função de um novo conhecimento. Só aprendemos, realmente, quando experimentamos e modificamos. Pensar e fazer estão conectados, cada vez mais, ao adaptar-se.
Pense, faça, adapte-se.
No ISE Business School acreditamos que a transformação do pensar e do fazer é inevitável e requer muitas competências. Transformar requer disciplina, foco, resiliência e consistência. A transformação pede tempo. No entanto, o mercado pede agilidade, resposta rápida.
Um líder com domínio das INOVAÇÕES encontra ainda mais oportunidades para o seu negócio. Mas isso não é suficiente. As transformações positivas que ele será capaz de implementar são as que colocam as PESSOAS e a SOCIEDADE no centro das decisões.
Os participantes do Programa Transformação Digital para Alta Direção passarão por uma imersão que permitirá uma compreensão aprofundada das transformações digitais e suas implicações no contexto decisório.


