Roche Diagnostics Belgium – B (R)

De volta ao escritório depois de suas férias, em setembro de 2017, Anna agiu rapidamente. Conversou com a executiva da EL que havia reclamado do Dia de Volta ao Negócio em sua ausência, dizendo-lhe que havia sido um comportamento de falta de integridade e transparência. Anna retirou-a da EL, enviando uma mensagem clara de que não toleraria comportamentos negativos e manipuladores.

Anna decidiu que a RDB tinha que se transformar. Em 17 de janeiro de 2018, Anna lançou o “Dia T” (“T” para transformação), em uma reunião com todos os funcionários, realizada fora da sede, em uma antiga empresa mineradora, que havia desaparecido com a queda de demanda por carvão. Essa escolha do local enviou uma mensagem muito forte: não vamos nós cair na situação de virar um negócio redundante.

Anna declarou que procurava uma transformação na forma como a RDB operava, especialmente na interação com os clientes. Destacou a necessidade da transformação digital: “mudar a forma como nós, nossos clientes e nossos parceiros no consumo, analisamos e usamos informações na área da saúde. Mudar a maneira como conduzimos os negócios e a maneira como o setor de saúde opera neste ambiente em rápida mudança”. Junto disso, fazer uma mudança cultural para criar uma organização ágil, com coragem para desafiar o status quo, fomentar inovação, com o sucesso medido pelo valor agregado para o cliente.

A transformação se concentraria em três áreas-chave:

1) a centralidade do cliente (introduzindo contas-chave);

2) clareza (cada um sabe o que fazer para contribuir), profissionalismo (entregar “o melhor cartão de visita para o ciente”) e cultura acolhedora (para estimular uma mente aberta);

3) sair da zona de conforto.

Anna terminou com uma mensagem de encorajamento: “A RDB está indo bem hoje – podemos ser ainda melhores! Vamos transformar!“

Os funcionários tiveram reações de desapontamento e descrença. Era uma empresa de sucesso, então por que mudar? Os céticos até mesmo se perguntavam se esta era simplesmente Anna tentando deixar sua marca. Um gerente resumiu o que muitos estavam sentindo:

O Dia T foi um choque. Eu precisava refletir. Pensei que estava em uma boa organização e fiquei surpreso – até mesmo chocado – com o que Anna disse. Eu não sabia o que precisava acontecer para manter nosso sucesso e não sabia o que as pessoas decidiriam fazer.

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