Trabalhar por propósito: luxo ou necessidade?

Na era do conhecimento, a atração e retenção de talentos requer que muitas organizações redefinam e ajustem sua missão para expressar mais claramente seu sentido de propósito.

O desejo de fazer a diferença, de trabalhar em algo que gere impacto positivo na sociedade e pensar no Bem Comum, vem se despertando a medida em que cresce a economia do compartilhamento e o senso de comunidade.

Não se trata somente de um desejo de realização pessoal. Tem relação com a descoberta da própria missão pessoal, que confere força e vigor a qualquer ideal.

A ambição pessoal, sem as virtudes próprias de uma pessoa que pensa grande, que é magnânima, acaba reduzida à pura busca de satisfazer os próprios anseios individuais. Na prática, expressões do self interest, pragmático e utilitarista.

O senso de propósito traz, como atitudes próprias, a generosidade e a capacidade de doação, a humildade, o desprendimento e a solidariedade.

Valores, abertura de mente e disposição de aprender são componentes essenciais que revelam a grandeza de uma pessoa, sendo expressão de maturidade.

Trabalhar por propósito ainda é um luxo que poucos podem ter, uma necessidade percebida de modo difuso. Porém, corresponde ao desejo íntimo de exercer ainda mais a própria humanidade.

Sobre
Cesar Bullara
Professor do Departamento de Gestão de Pessoas e Professor de Ética nos negócios. Lecturer | IESE Business School. Doutor e Mestre em Filosofia Pontifícia Università della Santa Croce, Roma. Graduação Administração de Empresas FEA – USP. Professor do Programa Estratégias Digitais para Empresas de Mídia. Professor visitante IEEM – Uruguai. Coordenador de projetos e pesquisas em Responsabilidade Social.

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