Tempo de descabeçados, gente desencontrada, insatisfeita, infantilizada, alvo de manipuladores.
Gasta-se tempo em coisas inúteis, fúteis. Como nunca, vemos massas ingentes de pessoas desorientadas e desestruturadas interiormente, batendo cabeça, sem rumo e sem propósito. Dedicam-se a “viver a vida”, curtir!
Constitutivamente frágeis, quebradiças. Chamam de vício a virtude e a virtude de vício; chamam o certo de errado e o errado de certo; louvam a deseducação que é chamada de educação.
Inversão maluca de valores onde as pessoas se confundem e tropeçam nas próprias pernas.
Vivemos tempos onde os medíocres são aclamados por sua excelência; onde os ignorantes são chamados de sábios; os corruptos tidos por honestos e os honestos por corruptos; onde criam-se narrativas que adquirem categoria de verdade, apesar de se negar a própria existência de uma verdade.
Incoerência? Conveniência.
No nosso tempo, coerência perdeu razão de existência!
Gente que pensa que o normal é ser como eles: confusos, superficiais, enganadores e amorais.
Gente que confunde Filosofia com ideologia; que chama primarismo e vulgaridade de arte; que chama sexo de amor; simplórios, faltos de verdadeira Humanidade.
É preciso um pouco de sabedoria para a ignorância tamanha desse tempo!


