Entendo o conceito de lifelong learning como uma necessidade de e para todos aqueles que optaram por seguir aprendendo, que são curiosos por natureza e que, acima de tudo, são humildes para reconhecer que não sabem tudo. A natureza do aprendizado contínuo com a ajuda da experiência profissional contribui para aprimorar diversas capacidades das lideranças que se deparam com dilemas e desafios novos a cada instante. É só pensarmos na pandemia, na transformação digital e nas novas formas de consumo, para citar alguns recentes eventos.
Neste contexto, a educação continuada tornou-se (quase) obrigatória. As lideranças precisam aprender sempre e durante toda a vida. Os executivos, executivas e empresários devem estar atualizados em inúmeras frentes, refinando novas formas de gestão de pessoas – agora com grande parte das equipes em trabalho remoto – e a transformação cultural resultante, a indústria 4.0 e seus impactos, a necessidade de mediação de conflitos, organização dos processos de delegação de poder e controle, autogestão e liderança por propósito, resiliência organizacional e, principalmente, a longevidade e sustentabilidade de suas empresas são alguns exemplos dos desafios encarados a cada dia por nossas lideranças executivas.
Estudar, conhecer mais e melhor, aprender e reaprender, refletir sobre temas e situações. Isto é enriquecedor para qualquer pessoa – seja uma/um presidente de empresa, fundador de start-up, confeiteiro ou professora. Não é porque a pessoa já chegou “lá” que ela não tem mais o que aprender. Platão disse: “A direção em que a educação inicia um homem determinará seu futuro na vida”.
No Brasil, há uma tendência de aumento do interesse pela continuidade de aprendizado e formação – em nossa escola, temos percebido maior interesse de empresas e órgãos públicos no aperfeiçoamento de sua liderança. Além disto, o país registra hoje um número cada vez maior e mais consistente de pessoas que chegam à primeira vez na universidade e são os primeiros de suas famílias a ingressarem ao ensino superior. Portanto, em pouco tempo, teremos mais pessoas curiosas em busca de formação, aprendizagem e qualificação, além dos bancos das faculdades. Outro fator favorável é que registramos índices de longevidade cada vez mais altos. Estes dois grupos, seja por necessidade competitiva do mercado, seja por interesse em se desenvolver em uma ou mais áreas, são potenciais aprendizes do Lifelong Learning.
Quanto melhor formados os executivos e executivas à frente das corporações, quanto mais capazes de impactar positivamente a nossa sociedade e o desenvolvimento do país, melhores decisões serão tomadas e melhor será a nossa capacidade competitiva como nação.
Trabalho há mais de 10 anos no ISE Business School, uma escola de negócios que se dedica ao aprimoramento das capacidades de executivos e executivas na alta direção nas organizações. Para mim e em especial para a escola, este ano de 2021 é muito especial porque completa 25 anos de fundação, entendendo que o saber se adquire com o tempo e que todos têm espaço e oportunidades para continuar aprendendo e sendo curiosos.



[…] que a capacidade de continuar aprendendo é uma habilidade em si mesma. Como observado no artigo Lifelong Learning, aqueles que escolhem seguir aprendendo são naturalmente curiosos e, mais importante, têm a […]