Inovação: “a verdade está lá fora”

Há mais de dezesseis anos o Professor Henry W. Chesbrough, de Harvard, publicou seu livro sobre inovação aberta, onde descrevia a primeira onda desse tipo de inovação e estabelecia as bases para seu sucesso. De lá pra cá, todo o processo de inovação aberta sofreu uma aceleração enorme. Redução drástica dos custos de transação, abundância de informação e a exponencial mudança dos ecossistemas de negócio transformaram a inovação aberta na fonte principal de diferencial competitivo para uma série de indústrias. Inovar é estar conectado com o exterior da empresa!

A democratização da tecnologia reduziu os custos envolvidos na busca, avaliação e disseminação de necessidades e novas ideias. Conectar clientes e parceiros em redes de inovação ficou rápido, fácil e barato. A Inovação aberta tornou-se mais um valor produzido a partir das redes e plataformas onde usuários e instituições compartilham suas necessidades e possibilidades. E as empresas precisam estar ainda mais conectadas com o mercado, aproveitando todo tipo de interação para gerar informação relevante para o processo de inovação.

A informação está disponível em uma escala exponencial e global, onde a dificuldade não é mais obtê-la, mas filtrá-la e torná-la útil para os processos do negócio. A inovação aberta beneficia-se dessa profusão de dados e conhecimento, sendo necessário que as empresas organizem o acesso e o uso dessas informações para a geração de inovações.

Um número cada vez maior de empresas participa de ecossistemas, onde a inovação para seus clientes pode surgir de outras empresas que se encaixem no modelo de negócio da organização. Torna-se necessário analisar oportunidades de parceria, e mesmo a aquisição de outras empresas, que complementem tanto a proposta de valor, como as operações de relacionamento com o cliente.

Em resumo, nessa última década, a inovação aberta deixou de ser uma opção, para tornar-se o principal motor da geração de inovações para as empresas. Negligenciá-la, significa diminuir o ritmo geral da inovação.

Sobre
Ricardo Engelbert
Diretor dos Departamentos de Empreendedorismo, Operações, Tecnologia e Informação e Professor de Inovação e Direção Geral Lecturer do IESE. AMP – Advanced Management Program ISE-IESE Business School. Doutorado em Administração Universidade Positivo MBA em Gestão Executiva | FGV Graduação Engenharia Elétrica Universidade Tecnológica Federal do Paraná Carreira Executiva como Diretor de Unidade de Negócios Internet da GVT, Diretor de Serviços Internet, Diretor de Produtos e Novas Mídias. ricardo.engelbert@ise.org.br
Comentários
  • Alexandre Troise
    Responder

    Super interessante o conceito!

Deixe um Comentário