Há empresas que se caracterizam por sua capacidade de renovação, de manter-se sempre inovando e procurando novas formas de resolver os problemas antigos ou novos. E a accountability se torna uma questão-chave neste processo.
A 3M é um paradigma sempre estudado e citado, mas há também outras menos “vistosas” e menos conhecidas do público, mas que acharam novas formas de se organizar, como é o caso da SEMCO.
O que caracteriza o sucesso dessas empresas é que as pessoas estão totalmente envolvidas no seu trabalho, invejavelmente comprometidas e altamente produtivas. Mas como conseguiram isso? Certamente há muito de organização, estrutura e políticas novas, mas não é somente isso.
Para mim, o que mais caracteriza essas empresas é que o homem está no centro das ações e das preocupações dessas empresas. Se é verdade que nada acontece senão pela ação humana, essas empresas têm a resposta para como fazer com que as pessoas façam o que queremos espontaneamente.
O accountability é resultado da postura do líder, um conjunto de ações que asseguram ao colaborador o processo pelo qual se sentem realmente responsáveis e comprometidos pelas ações e resultados. Quais são essas ações? É o que iremos descobrir ao discutir alguns casos de empresas reais que conseguiram construir accountability.
O ownership é “um estado de espírito” em vez de um processo. O colaborador terá sentimento de dono quando estiver num ambiente em que se sinta parte integrante e importante desse ambiente, e do que esse ambiente pretende. É mais fruto de inspiração do que de transpiração como se costuma dizer.
Mas o que é ser um líder inspirador? Talvez o melhor exemplo (e mais popular) seja Nelson Mandela. O que fez para inspirar e reunificar a África do Sul? O que podemos aprender da sua atuação?
Desde já sabemos que, se o líder é inspirador o colaborador o seguirá, e assim teremos a resposta que procuramos.

