Durante minha vida profissional atuando no desenvolvimento executivo e ainda hoje, é recorrente encontrar executivos que deixam o desenvolvimento de suas carreiras nas mãos das empresas em que trabalham. Em lugar de assumir as rédeas e liderar sua própria jornada de crescimento profissional, ficam aguardando que a organização decida quando poderão patrocinar seu desenvolvimento e como. O fato é que esta é uma tarefa individual. A responsabilidade pelo seu futuro é sua. Ao colocar seu desenvolvimento nas mãos da empresa, se submete às prioridades e disponibilidades orçamentárias da organização, cujas consequências podem ser desde a limitação das opções de instituições de ensino até perda de oportunidades por não ter conseguido se desenvolver no momento adequado, dado que as empresas têm suas próprias prioridades que podem não se alinhar com as suas necessidades individuais e o seu timing.
A Importância de Não Adiar
Quando você posterga as iniciativas do seu desenvolvimento, pode estar condenando também a sua evolução. Vivemos tempos em que tudo evolui muito rapidamente, e não é diferente com a demanda por novos conhecimentos e habilidades. Isso significa que o que está na mesa é a necessidade de você se manter relevante, seja para a empresa que trabalha ou para seu cliente ou investidor, quando está à frente do seu próprio negócio. O timing é especialmente importante em determinados momentos da jornada profissional. O desenvolvimento continuado é o que o mantém apto para qualquer nova exigência do negócio. A falta dessa visão de longo prazo pode significar oportunidades perdidas e, muitas vezes, a dificuldade de resgatar o controle da carreira mais adiante.
O timing
Eu costumo comparar a trajetória profissional ao lançamento de um foguete: cada estágio exige um plano específico e uma quantidade de combustível. Para passar para o próximo estágio, é necessário deixar algumas coisas para traz e iniciar coisas novas, mas cada mudança precisa ser feita no momento preciso, ou então a coisa toda sai da trajetória e pode ser impossível retomá-la.
Cada etapa da carreira executiva requer um tipo específico de conhecimentos e habilidades e é essencial ficar atento para estar preparado para cada movimento, no momento certo.
Durante os muitos anos que tenho me dedicado ao desenvolvimento executivo, observei uma incidência maior de executivos enfrentando momentos críticos de carreira em determinadas fases da vida. Nestes momentos buscam maneiras de injetar combustível para impulsionar seu crescimento profissional (ou do negócio) para um novo estágio. Os estágios que listei abaixo referem-se unicamente à minha experiência profissional e não estão fundamentadas em nenhuma pesquisa cientifica, com base estatística ou acadêmica:
- Por volta de 30 anos, encontro profissionais que estão no início de sua jornada de liderança, seja em uma grande organização, seja à frente do seu próprio negócio, buscando criar uma base sólida dos conhecimentos de gestão que os ajudem a impulsionar sua carreira para um nível de maior senioridade ou fazer com que seu recém-criado negócio prospere. Algumas vezes, ambicionam uma carreira fora do país e buscam uma forma de desenvolver esta experiência. Para estes casos, um MBA Executivo internacional pode ser de grande valor, pois foca em fortalecer os conhecimentos e habilidades de gestão que serão cruciais para continuar avançando na organização. A escolha da escola é essencial para garantir que o programa desenvolva a musculatura necessária para consolidar uma carreira em liderança, preparando o executivo para os desafios de médio e longo prazo.
- Por volta dos 40 anos, encontro executivos que já estão em uma posição de diretoria ou prestes a serem promovidos. Às vezes também empreendedores que já falharam em algumas iniciativas ou que estão enfrentando uma estagnação dos seus negócios. São profissionais que cresceram em função de conhecimentos e habilidades técnicas (financeiros, comerciais, jurídicos, operações, administrativa, entre outros) e que agora precisam desenvolver uma articulação de negócio e não mais se apoiar unicamente nas áreas especialistas que os trouxeram até aqui. Ou seja, percebem que o que os guiou até este ponto não é o que os levará até o próximo estágio. Aqui, um MBA Executivo pode não ser a melhor escolha. Em vez disso, programas de Educação Executiva focados em habilidades avançadas de tomada de decisão e desenvolvimento de networking e relações mais duradouras com outros executivos em estágios semelhantes de carreira tendem a oferecer mais valor. Nessa fase, as conexões que o executivo faz e as experiências compartilhadas com colegas de mesma maturidade profissional se tornam tão importantes quanto o conhecimento técnico.
- Depois disso, volto a encontrar estes executivos por volta dos 50 anos, quando já estão assumindo ou estão consolidados em uma posição de C-Level. Neste momento, os desafios já são outros: precisam trocar experiências com outros segmentos para encontrar soluções criativas para os problemas da sua organização e fazê-la continuar crescendo, fortalecer sua interlocução com conselhos de administração ou conselhos de acionistas, por exemplo. Para este público, existem programas específicos de Educação Executiva que são desenhados para atender às necessidades e desafios únicos dos níveis mais altos de gestão, com a visão da Direção Geral. Neste ponto, o foco está em questões mais amplas de governança, liderança estratégica e visão global, fundamentais para conduzir a empresa no cenário atual.

Amazing amenities, great staff, and a prime location!