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Algumas organizações tentam implantar um processo de coaching sem capacitar corretamente as pessoas para enfrentar todas as dificuldades que supõe.

Justamente por não se tratar somente de uma técnica, o coaching é um processo que deve ser entendido desde o ponto de vista antropológico.

Em primeiro lugar, é importante saber que todo processo de mudança de atitudes e desenvolvimento de competências possui 3 barreiras a serem transpostas: a do conhecimento, a da vontade e a dos hábitos.

Comecemos pela primeira: a barreira do conhecimento. Não é possível mudar sem saber o que temos que mudar. Para vencer este primeiro obstáculo, uma ferramenta indispensável são os feedbacks e as avaliações de desempenho. Dependendo da forma como são aplicadas estas duas ferramentas, o processo de coaching pode ficar bastante comprometido. Se não formos pessoas capazes de realizar adequadamente tais tarefas, não criamos o ambiente de confiança necessário para conduzir um processo desse tipo.

 

Vencida a barreira do conhecimento, torna-se prioritário abrir os caminhos da vontade. Não é suficiente dar-se conta de que precisamos desenvolver algumas competências. O saber em si não gera a vontade de mudar. Chegamos ao cerne do problema: a liberdade das pessoas. Alguns nunca mudarão porque lhes falta a vontade de mudar: não querem mudar. Este é um elemento distintivo importante! Também é verdade que pessoas de “vontade fraca” não conseguem sustentar grandes esforços de mudança. Não digo que não possam mudar; digo que sua capacidade de mudança é limitada pela força da sua própria vontade.

 

Por fim, temos que romper a barreira dos hábitos. Todo hábito é uma disposição fortemente arraigada, quer seja como efeito de uma inclinação ou tendência espontânea que possuímos, quer seja como conseqüência de decisões livres tomadas anteriormente. Na constituição dos nossos hábitos de comportamento temos a concorrência de dois aspectos: o espontâneo, que diz respeito ao grau de atratividade que uma ação possui para nós e o racional, que faz referência à conformidade da ação com relação ao desenvolvimento da nossa personalidade.

coach deve ter presente a dinâmica da atuação humana e do desenvolvimento dos hábitos de comportamento. Nenhum processo de coaching se torna efetivo se não tem como resultado a incorporação de novos hábitos e a eliminação de outros.

Cesar Bullara é professor e diretor do Departamento de Gestão de Pessoas do ISE Business School

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